{"id":603,"date":"2013-09-27T00:57:21","date_gmt":"2013-09-27T03:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/daslutas.wordpress.com\/?p=603"},"modified":"2013-09-27T00:57:21","modified_gmt":"2013-09-27T03:57:21","slug":"paraiso-agora-ou-prata-palomares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/daslutas.noblogs.org\/?p=603","title":{"rendered":"Para\u00edso AGORA! ou Prata Palomares"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/daslutas.noblogs.org\/files\/2013\/09\/1235445_218036255024129_809091381_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-604 aligncenter\" alt=\"1235445_218036255024129_809091381_n\" src=\"https:\/\/daslutas.noblogs.org\/files\/2013\/09\/1235445_218036255024129_809091381_n.jpg\" width=\"414\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/daslutas.noblogs.org\/files\/2013\/09\/1235445_218036255024129_809091381_n.jpg 414w, https:\/\/daslutas.noblogs.org\/files\/2013\/09\/1235445_218036255024129_809091381_n-129x300.jpg 129w\" sizes=\"auto, (max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/><\/a><\/p>\n<p>* Texto por Luis Carlos de Alencar e Mariana Santos<\/p>\n<p>N\u00e3o corre! \u00c9 um dos gritos dos levantes do Rio. N\u00e3o corre! Irrompe brado de resist\u00eancia ouvido pela multid\u00e3o, ap\u00f3s o estouro da bomba e da boiada. N\u00e3o corre! \u00c9 o que nos diz a musa desnuda e ensanguentada, com duas granadas na m\u00e3o:<\/p>\n<p><em>Voc\u00ea lutou na frente da guerra civil <\/em><\/p>\n<p><em>O inimigo n\u00e3o encontrou fraqueza alguma em vc <\/em><\/p>\n<p><em>N\u00f3s n\u00e3o hav\u00edamos encontrado fraqueza alguma em vc. <\/em><\/p>\n<p><em>Agora vc mesmo \u00e9 uma fraqueza <\/em><\/p>\n<p><em>Que o inimigo n\u00e3o pode encontrar em n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>Sem nenhuma sutileza, a dor invade os espectadores em Para\u00edso Agora! ou Prata Palomares, dire\u00e7\u00e3o de Jorge Farjalla, com a Cia. Guerreiro. Essa pe\u00e7a, nascida de Jos\u00e9 Celso Martinez ainda em 68, \u00e9 a primeira obra teatral onde se ressoam os ecos das ruas em fogo, do som met\u00e1lico das barricadas da Av. Presidente Vargas, um acasalamento convulsivo da rebeldia do s\u00e9culo passado com as insurg\u00eancias que ainda brotam nas auroras dos nossos tempos.<\/p>\n<p>Um \u00f3dio \u00e0 sociedade sem paix\u00e3o, sem mito, sem grandeza, nada \u00e9 poupado. Uma impiedosa leitura do Brasil, esse que \u00e9 nascido do estupro do povo origin\u00e1rio, da viol\u00eancia colonial, da crueldade dos encontros, mas tamb\u00e9m da vingan\u00e7a justiceira, da morte redentora, da ira que faz persistir. Uma pe\u00e7a de extremos, porque n\u00e3o existe meio tom na saga brasileira.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a retrata a hist\u00f3ria dram\u00e1tica de dois revolucion\u00e1rios, companheiros de luta, que ap\u00f3s muito sofrimento e persegui\u00e7\u00e3o, encontram ref\u00fagio em uma igreja, na fict\u00edcia cidade Porto Seguro. A Santa Prostituta, Nossa Senhora das Dores, quer de ambos um filho, engravidar\u00e1 de suas pot\u00eancias revolucion\u00e1rias para dar vida \u00e0quele que ser\u00e1 o ideal revolucion\u00e1rio de volta \u00e0 Am\u00e9rica Latina, aquele que despertar\u00e1 os povos contra 500 anos de opress\u00e3o.<\/p>\n<p>Barroco de sangue, um sangue que ora liberta, ora corrompe. A pe\u00e7a dualiza o companheiro que se mant\u00e9m fiel \u00e0s suas convic\u00e7\u00f5es, entrando em um espiral de desespero de voltar \u00e0 luta e o outro, aquele que acaba por se trair, corrompendo-se para os oligarcas locais, a Fam\u00edlia de Branco e a pol\u00edcia est\u00fapida e canalha, os Homens de Preto. O cinismo veste batina, a cruz encarrega-se de escurecer o sonho da sua revolu\u00e7\u00e3o. O sonho ergue armas, renitente e corajoso na busca da Maracangalha libert\u00e1ria.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda Tonho, principal lideran\u00e7a popular. Traz em si a viv\u00eancia de seu povo, os prazeres dessas rela\u00e7\u00f5es, ilimitados e de mutualidade. Nada \u00e9 for\u00e7ado, tudo \u00e9 vivido. E esse povo n\u00e3o seguir\u00e1 vanguarda nenhuma, porque n\u00e3o quer e nem precisa de revolucion\u00e1rios para lhe guiar.<\/p>\n<p>Nem Porto Seguro, nem Maracangalha. Nenhuma sa\u00edda, daqui ningu\u00e9m foge, n\u00e3o iremos correr: a revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 em outro lugar, na casa do carrasco, \u00e9 nela que ser\u00e1 parido o carrasco do carrasco.<\/p>\n<p>INFORMACOES:<\/p>\n<p>Abaixo as infos oficiais. Quanto ao pre\u00e7o, procure por Jorge Farjalla no FB e digam que querem vosso nome na lista amiga e vcs s\u00f3 pagar\u00e3o 20 reais. Se acontecer algum problema, v\u00e3o mesmo assim: entrem e ocupem a pe\u00e7a na marra!\u00a0Fa\u00e7am como temos feito nas ruas. Dinheiro n\u00e3o pode ser desculpa para n\u00e3o se ter acesso ao Para\u00edso Agora!<\/p>\n<p><strong>Para\u00edso Agora! ou Prata Palomares <\/strong><\/p>\n<p>Teatro Tom Jobim Galp\u00e3o das Artes<\/p>\n<p>Rua Jardim Bot\u00e2nico, 1.008, Jardim Bot\u00e2nico, Rio de Janeiro<\/p>\n<p>At\u00e9 20\/10 Dias: Quinta, sexta, s\u00e1bado e domingo<\/p>\n<p>Hor\u00e1rios: Quinta a s\u00e1bado 19h30 e dom \u00e0s 18h30<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: 19:30h Dura\u00e7\u00e3o: 1h15min<\/p>\n<p>Capacidade: 60 lugares<\/p>\n<p>Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia)<\/p>\n<p>*Luis e Mariana s\u00e3o Das Lutas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* Texto por Luis Carlos de Alencar e Mariana Santos N\u00e3o corre! \u00c9 um dos gritos dos levantes do Rio. N\u00e3o corre! Irrompe brado de resist\u00eancia ouvido pela multid\u00e3o, ap\u00f3s o estouro da bomba e da boiada. 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